Deriva.
Por aqui, menos persiste em ser mais.
De um mínimo de matéria (recursiva, substantiva, conclusiva), fazer respirar uma manifestação de riqueza estética. Comunicar o que nos afecta. Uma aparição, senhor Vergílio. Da palavra, gizar a frase; de um delírio tonal, uma melodia; de uma relação (de amizade-implicação-intimidade), emotividade na sua função expressiva. Um derrame de vida.
Do menos, fazer sempre o mais que possível. Pois a realidade, contexto mudo de inscrição de totalitários desejos privados, é sempre outra. Apenas, se distraída, concede a libertação incontida do imaginário: maçã verde, e um farrapo de flanela. Um assunto de fenomenologia.
Do menos, somar sempre. Pois, a bicicleta, insuspeita, terá sempre duas rodas.
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