
Sociopatias (I).
Na cerimónia em que recebeu o Prémio Nobel, Knut Hamsun, autor do escrito modernista germinal “Fome”, deu início ao discurso de agradecimento, com um enfático diagnóstico: “Não é nada fácil ser eu”.
De facto, já muito se sabe acerca dos cenários de neurose e dilaceração turva do entendimento da realidade material, do indíviduo que, refém da sua exuberante anarquia emocional, obedece cegamente ao impulso, à compulsão que se pretende redentora, concretizando sugestões absurdas que uma mente desesperada faz a si própria.
Além de criatura social e intelectual, o Homem apresenta-se como micro-cosmos nervoso em salas de reunião, repasto e decantação dos males de espírito. Entre gravatas regimentais e exaltações do ego, o curto-circuito neurótico espreita ao dobrar de cada esquina...
Na cerimónia em que recebeu o Prémio Nobel, Knut Hamsun, autor do escrito modernista germinal “Fome”, deu início ao discurso de agradecimento, com um enfático diagnóstico: “Não é nada fácil ser eu”.
De facto, já muito se sabe acerca dos cenários de neurose e dilaceração turva do entendimento da realidade material, do indíviduo que, refém da sua exuberante anarquia emocional, obedece cegamente ao impulso, à compulsão que se pretende redentora, concretizando sugestões absurdas que uma mente desesperada faz a si própria.
Além de criatura social e intelectual, o Homem apresenta-se como micro-cosmos nervoso em salas de reunião, repasto e decantação dos males de espírito. Entre gravatas regimentais e exaltações do ego, o curto-circuito neurótico espreita ao dobrar de cada esquina...
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