Colo.
O colo nunca falha.
Eis uma verdade que merece partilha e, quiçá, meditação.
Na vida, podemos perder muito.
O colo, ao invés, é-nos sempre fiel, resgatando sistematicamente a angústia pessoal de meditações insolentes: o colo é o refúgio, quando o mundo persiste em avançar do lado avesso.
No colo, podemos fazer sempre o último brinde aos amigos que não tivemos, aos ideais esfumados, aos sonhos e aspirações que teimam em não aparecer. No colo figuram as palavras todas. No colo, as certezas são sempre afirmadas. Derramadas. No colo jaze quase sempre a verdade.
Do muito colo se pode fazer de uma existência, uma travessia um pouco menos solitária.
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