A poem per day keeps the doctor away…
Um clássico instantâneo de uma personagem singular do surrealismo português, Mário-Henrique Leiria, que remete para as consequências nefastas da anomia e do imobilismo:
“Rifão quotidiano
Uma nêspera
Estava na cama
deitada
Muito calada
A ver
O que acontecia
Chegou a Velha
E disse
Olha a nêspera
E zás comeu-a
É o que acontece
Às nêsperas
Que ficam deitadas
Caladas
A esperar
O que acontece.”
(in Novos contos do Gin, 1978)
Um clássico instantâneo de uma personagem singular do surrealismo português, Mário-Henrique Leiria, que remete para as consequências nefastas da anomia e do imobilismo:
“Rifão quotidiano
Uma nêspera
Estava na cama
deitada
Muito calada
A ver
O que acontecia
Chegou a Velha
E disse
Olha a nêspera
E zás comeu-a
É o que acontece
Às nêsperas
Que ficam deitadas
Caladas
A esperar
O que acontece.”
(in Novos contos do Gin, 1978)
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