O medo de cair embacia.
Se, na fila dos dias, o olho se embacia, chamo a mim o céu da frase, ouço alto o vinagre na torre. De mão baixa sobre os bolsos, apuro o ouvido no escuro, procuro, no arrepio dos poros, a sorte fugida do templo.
Começo pelo osso, pela crosta, incapaz de riso a meio da folha do requerimento. Invisto a sabedoria amarga do corpo, explico o alicate áspero de ferrugem, insisto num lugar sozinho, recuso ser como quem desiste: a terra nos joelhos é quente.
No comments:
Post a Comment