Wednesday, May 30, 2012

It`s a outlier!

O mundo ocupado.

A omnipotência presente do valor dos "mercados" é, num certo sentido, o resultado da instauração da monetarização da qualidade de vida, um meio de satisfação de fantasmas de fruição infinita, que propiciam um transbordar do sentido primeiro do non-sense, a necessidade de acumulação e acção permanente. A possibilidade da "morte de deus" confrontou-nos com a necessidade de produzir, de elaborar uma acção consequente: o mundo não será afinal dado, será necessário constituí-lo, nova razão de consolo e acumulação.


Recorta-se o tempo com realizações, parar é o vazio, o vazio é a angústia, e o dinheiro como explicação única, totalitária, perturba, como sugere Habermas, a possibilidade de reprodução e partilha (simbólica) do mundo vivido.

De nariz insensato no capacete, contra o muro e a angústia, pedala-se rápido sem melhor interrogar este novo evangelho. Compreende-se, a esta luz, o preceito da construção de um mundo sempre muito ocupado, devoto do culto da urgência.

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