O lençol da princesa.
Há uma princesa
dentro de cada um de nós,
que pretende ser escutada
entre afagos e
afectos indefectos,
reais,
que nos digam que a nossa princesa
é diferente,
que vale a pena
a idolatria,
e o risco,
dizer-lhe as frases até ao fim,
totais e completas,
como os segredos
sussurados
em lençóis,
que protegem
da subtracção do outro,
na sua diferença manifesta,
em olhares que buscam
sinais contrários,
num retorno
sem tecto,
em ruínas,
assim estamos,
princesas,
enfim,
num fim,
um desfile de
imagens habitadas
de rigor,
mulheres caídas
sôfregas,
dores sugeridas
que não se esperavam
inteiramente.
Haja assim princesas em nós,
e lençóis insuspeitos que ofereçam
palavras
e
encosto,
matéria real
de conforto,
que não ceda
aos segredos
sussurados em
algodão horizontalmente disposto.
Há uma princesa
dentro de cada um de nós,
que pretende ser escutada
entre afagos e
afectos indefectos,
reais,
que nos digam que a nossa princesa
é diferente,
que vale a pena
a idolatria,
e o risco,
dizer-lhe as frases até ao fim,
totais e completas,
como os segredos
sussurados
em lençóis,
que protegem
da subtracção do outro,
na sua diferença manifesta,
em olhares que buscam
sinais contrários,
num retorno
sem tecto,
em ruínas,
assim estamos,
princesas,
enfim,
num fim,
um desfile de
imagens habitadas
de rigor,
mulheres caídas
sôfregas,
dores sugeridas
que não se esperavam
inteiramente.
Haja assim princesas em nós,
e lençóis insuspeitos que ofereçam
palavras
e
encosto,
matéria real
de conforto,
que não ceda
aos segredos
sussurados em
algodão horizontalmente disposto.
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