O cultivo da inquietação.
Na ânsia de futuro,
porque não olhamos só para a frente,
sentindo continuamente
o inferno submerso
da impossibilidade de um reverso,
um regresso,
apelo indomável de uma inquietação
que ao futuro pedimos,
promessa de um devir convexo,
melodia de fim de história
na qual tropeço,
um resíduo
que não
corresponde ao desígnio
que lhe peço.

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