O destino, por vezes, também nos acena.
Destino,
confidente distante,
porque me queres e me acenas
a mim,
os amigos não se
querem por certo assim,
em episódios,
interregnos de sentido espúrio,
regras em desuso,
pratos grandes
de bacalhau e grão contuso,
um aroma desbotado
a jasmim.
Moderadamente feliz
o petiz
obtuso,
que assim se diz
feliz;
uma vida inteira,
e o destino,
enfim,
acenou para mim.
Destino,
se te queres meu amigo,
não me acenes assim,
temporariamente,
episodicamente;
fico a pensar
que é premeditado,
bacalhau assim demolhado,
felicidade
que assim cheira a jasmim.
Destino,
confidente distante,
porque me queres e me acenas
a mim,
os amigos não se
querem por certo assim,
em episódios,
interregnos de sentido espúrio,
regras em desuso,
pratos grandes
de bacalhau e grão contuso,
um aroma desbotado
a jasmim.
Moderadamente feliz
o petiz
obtuso,
que assim se diz
feliz;
uma vida inteira,
e o destino,
enfim,
acenou para mim.
Destino,
se te queres meu amigo,
não me acenes assim,
temporariamente,
episodicamente;
fico a pensar
que é premeditado,
bacalhau assim demolhado,
felicidade
que assim cheira a jasmim.
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