O exercício da tristeza.
Vamos supôr
que somos sinceros
com o instinto de fazer ninho,
o mobiliário transitório,
o sufoco da felicidade que se idolatra.
Sim:
vamos supôr
que somos sinceros,
fazendo-o como
resposta a um exercício,
porque este êxtase nervoso
é um automatismo
do nosso destino,
vertido em nervos e lábios
para que se veja
ao longe,
um respirar que ocorre
sem nada se fazer por isso.
Móveis e lábios
felizes,
sim,
vamos supôr
que somos sinceros,
mas é bom que isso se veja.
Vamos supôr
que somos sinceros
com o instinto de fazer ninho,
o mobiliário transitório,
o sufoco da felicidade que se idolatra.
Sim:
vamos supôr
que somos sinceros,
fazendo-o como
resposta a um exercício,
porque este êxtase nervoso
é um automatismo
do nosso destino,
vertido em nervos e lábios
para que se veja
ao longe,
um respirar que ocorre
sem nada se fazer por isso.
Móveis e lábios
felizes,
sim,
vamos supôr
que somos sinceros,
mas é bom que isso se veja.
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