Engenheira (em 4 actos).
No seu quadril
repousam delicados segredos do mundo.
Por vezes, também,
gatos e uma manta.
Mas os gatos fogem, narcisos,
e os quadris, cândidos,
não foram feitos para isso.
Pão do dia.
Pão com côdea.
Fiambre, do normal.
Sumo em pó, para a azia.
Água por somar.
Não está mal
O pão é d`hoje e cheira a queijo,
Nestes dias, é assim que vejo
o rendimento de inserção.
A Maria vai-com-todas,
porque nada tem que fazer.
Uma flor
disponível e transparente,
Que assim se dá a cheirar
Um dia
Ainda vai murchar.
Tristes aqueles
Que tudo buscam para ontem.
A vogal, consoante
o deferimento
é lugar de imposto singular
um rendimento,
lento padecimento,
prazer sem efeito a registar.
O já, imperativo roliço,
é o novo refrão.
Um dia, à descendência
chamarei Engenheira
só para arrepiar caminho
na Loja do Cidadão.
Um dia, a Engenheira
fará as coisas sempre até ao fim.
Um dia, não haverá fim
para as coisas
que ela terá de fazer.
No seu quadril
repousam delicados segredos do mundo.
Por vezes, também,
gatos e uma manta.
Mas os gatos fogem, narcisos,
e os quadris, cândidos,
não foram feitos para isso.
Pão do dia.
Pão com côdea.
Fiambre, do normal.
Sumo em pó, para a azia.
Água por somar.
Não está mal
O pão é d`hoje e cheira a queijo,
Nestes dias, é assim que vejo
o rendimento de inserção.
A Maria vai-com-todas,
porque nada tem que fazer.
Uma flor
disponível e transparente,
Que assim se dá a cheirar
Um dia
Ainda vai murchar.
Tristes aqueles
Que tudo buscam para ontem.
A vogal, consoante
o deferimento
é lugar de imposto singular
um rendimento,
lento padecimento,
prazer sem efeito a registar.
O já, imperativo roliço,
é o novo refrão.
Um dia, à descendência
chamarei Engenheira
só para arrepiar caminho
na Loja do Cidadão.
Um dia, a Engenheira
fará as coisas sempre até ao fim.
Um dia, não haverá fim
para as coisas
que ela terá de fazer.
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