Indiferente à humanidade que o invoca e lhe acena,
o secular senhor Natal passou por nós,
prosseguindo, indiferente, a sua marcha.
Não releva a boda interminável.
A transacção.
O comércio regurgitado.
O repasto imaculado - e sempre bem regado.
O menino nascido nas palhinhas é um vencedor,
a relação pública, sem desprimor, o seu legado.
O Menino assim nascido, é símbolo de renovação.
O devir feito promessa.
O senhor Natal, com tal, não se importa.
Sabe-se um tempo que se vive, de fulgor. Redentor.
Senhor Natal, tal disposição não nos comporta.
Para nós, o senhor é agora, tempo que se suporta.
E passa.

